terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pela manhã.



Fiquei observando suas curvas. Cada detalhe de seu corpo nu. Uma respiração tranquila que invadia o silêncio de meus pensamentos compenetrados naquela pele.
Estava ali, e há dias eu esperava sentir tudo aquilo.
Cheguei mais perto, com calma... não queria acordá-la. Estava Linda. Os lençóis brancos cobrindo suas costas, de costas para mim. Eu a devorava com os olhos. Cheguei a passar os dedos em sua nuca, afastando-lhes alguns fios de cabelos. Levemente... com receios em incomodar seu sono.
A noite tinha sido curta para tantos desejos. Ficamos horas cobrindo nossas vontades, com beijos, com toques. Até adormecer.
E ver amanhecer ao lado dela me deixou atônita. Eu tinha saudades e queria que o tempo durasse o bastante para saciar minha fome, minha sede.
Não me contive. Desci por cima de seu corpo, deixando de lado um pouco de seu lençol, descobrindo algumas de suas partes. Em silêncio, beijei seu ventre. E esperei algum sinal... alguma rejeição que me fizesse parar.
Mas mesmo dormindo, ela respirou mais fundo e pareceu ajustar-se aos meus movimentos com a leveza que eu esperava, que eu ansiava. E eu quis mais.
Com cuidado e desejo, abri suas pernas. Ela estava deitada de lado, confortável. Mas deixou-se levar e de olhos fechados sem muito movimentar-se, deu espaços para minhas mãos. E segui meus instintos. Dobrando a violência que minha excitação provocava, fui adiante devagarzinho... tocando com os dedos, chegando perto...e Ela, com olhos cerrados, baixinho deixava fugir de sua boca gemidos tímidos.
Eu violentava meus pensamentos com tantas vontades...mas permaneci ali, observando enquanto minhas mãos tomavam mais espaço entre suas vestes.
Ela então virou-se de frente, quando senti que estava tão excitada quanto eu. Fui mais forte, toquei seus lábios com minha língua, mordi e soltei. Ainda a olhava, e não podia dizer nada.
Estava claro, e aquela cama não bastava... era pequena, era curta...ela acordou com minha fúria, e gozou para que eu sentisse o prazer daquela manhã.
Seu cheiro, seu gosto... tatuados na minha pele, como a essência mais afrodisíaca que eu poderia encontrar.
Meu corpo estava quente, suado, mas não consegui me afastar.
Encaixei novamente. E novamente...



2 comentários:

  1. Você descreve como quem sussurra na alcova... gostei!

    ResponderExcluir
  2. Você descreve como quem sussurra na alcova... gostei!

    ResponderExcluir